Um Arquiteto e Urbanista na Câmara Municipal de São Paulo.

” São Paulo quer mudança” 

Essa  é a frase dita pelo novo vereador da cidade de São Paulo, NABIL BONDUKI, arquiteto e urbanista, professor, autor de livros em todas áreas de arquitetura  e urbanismo e ex-presidente do SASP no final dos anos 80. 

Nabil tem o desafio de mudar a política urbana e habitacional implantada no município.Responsável pela coordenação do Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Urbano do Plano de Governo de Fernando Haddad, segundo o arquiteto e urbanista, nos últimos oitos anos, a cidade não acompanhou o ritmo de crescimento do País e tampouco se beneficiou dos programas federais na área de habitação, enquanto programas consagrados foram esvaziados nas administrações Serra/Kassab e devem agora ser recuperados e ampliados.

Nabil foi eleito com 42.411 votos , a maioria vindo do centro de SP onde o PT não tem muita força , conta Nabil.

Suas principais propostas ele destaca : Colocar em prática uma pauta fundamental para a cidade, que é a geração de empregos nas áreas periféricas da cidade, que hoje são bairros dormitórios, e ainda estimular a produção de habitação nas áreas mais centrais. Hoje, 65% dos empregos da cidade estão concentrados em apenas seis subprefeituras da capital – Lapa, Pinheiros, Vila Mariana, Mooca e Santo Amaro. Na região da Sé, temos 17% de emprego e apenas 2% de área destinada à moradia. Quando falamos em produzir habitação na área central, não se trata exclusivamente de produzir no centro histórico e sim em toda a franja que abrange bairros centrais e intermediários, na região interna do Arco do Futuro. O objetivo é produzir edifícios mistos, com melhor aproveitamento do solo e nos quais as áreas de térreo e subsolo serão destinadas ao uso comercial, enquanto os demais pavimentos, à habitação.

Nabil realça e encerra a entrevista com sua principal expectativa : Uma das minhas lutas é para que o Ministério das Cidades retome seus objetivos originais, pois perdeu grande parte da capacidade de atuar na questão urbana no País de modo mais articulado, o que é lamentável. Precisaremos lutar muito para que o Ministério recupere seu papel. Minha expectativa é que no próximo Conselho das Cidades essa questão seja pautada e haja um posicionamento forte da sociedade para que o órgão recupere seu papel de pensar as cidades do Brasil.

 

 

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