41ª Assembleia: a arquitetura e as indústrias criativas

Os estudos a respeito da chamada indústria criativa, toda a gama de atividades que engloba setores ligados às artes e similares, entre elas a arquitetura e o urbanismo, do ponto de vista econômico são recentes em todo o mundo – e mais ainda no Brasil. Eles só se intensificaram em tempos mais recentes. Este tema será debatido na 41ª Assembleia da AsBEA, em maio.

Os dados disponíveis, embora confiáveis, ainda estão subestimados segundo muitos especialistas devido às peculiaridades dessas atividades e das dificuldades de defini-las claramente ainda.

Uma das pesquisas mais recentes, elaborado pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, com números de 2011, os mais recentes disponíveis, apontou que a indústria criativa movimenta R$ 110 bilhões no Brasil, o total de 2,7% do PIB nacional.

Para se ter uma ideia da posição brasileira, o PIB “criativo” dos Estados Unidos é de R$ 1 trilhão (3,3% do PIB), o do Reino Unido de 286 bilhões (5,8%), da França R$ 191 bi (3,4%) e da Alemanha R$ 181 bi (2,5%).

Estes os que estão à frente do Brasil, em números absolutos. O país está acima, entre outros, da Itália de R$ 102 bilhões (2,3% do PIB), da Espanha de R$ 70 bi (2,3%), da Holanda de R$ 46 bi (2,7%) e da Noruega de R$ 32 bi (3,2%). A liderança, em números percentuais do Reino Unido explica-se: é lá que esses estudos estão mais sistematizados.

Em que pesem as explicáveis falhas defasagens estatísticas, é visível que o potencial desse mercado não está sendo bem explorado pelos brasileiros. Segundo uma pesquisa da Conferência das Nações Unidas sobre Comercio e Desenvolvimento (Unctad), citado em uma reportagem do jornal “Brasil Econômico”, o Brasil ainda não está entre os 20 maiores exportadores mundiais da cadeia criativa.

Esta área na Unctad, por coincidência é de responsabilidade de uma brasileira: Edna dos Santos-Duisenberg.

Um outro estudo, elaborado em conjunto pelo Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) e pelo Instituto Iniciativa Cultural, em parceria com o Ministério da Cultura, com o objetivo da mapear a cadeia produtiva da indústria da moda no Brasil, revelou também as dimensões do setor de arquitetura no país.

Com dados da RAIS de 2006 (Ministério do Trabalho), elaborados pela Firjan, a arquitetura aparece como a primeira na área criativa em número de trabalhadores, em números de estabelecimentos e em renda de trabalho. É um dos setores chave dessa “nova” economia.

(Mais sobre a pesquisa: http://www.cultura.gov.br/economiacriativa/pesquisa-economia-e-cultura-da-moda-no-brasil).

Os números só vêm ressaltar a importância do projeto da internacionalização da economia brasileira – Built By Brasil – desenvolvido pela AsBEA e pela Apex-Brasil.

Uma das palestras com convidados externos na 41ª Assembleia da AsBEA, em Foz do Iguaçu, será sobre este tema, com a professora Alessandra Meleiro, da Universidade Federal Fluminense e responsável pelo Instituto Iniciativa Cultural.

Acompanhe em nossas newsletters e no site da entidade mais noticias sobre a Assembleia deste ano.

41ª Assembleia AsBEA e 1º ARC Invest 
Data: 08/05/2013 à 12/05/2013
Local: Mabu Thermas Resort – Foz do Iguaçu – Paraná 
Inscrições em breve. Vagas limitadas

Evento exclusivo para associados AsBEA

 

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Fonte: asbea.org.br

 

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