Revelado projeto do novo terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos.

  

Antes da privatização ocorrida em 2012, já se sabia que o projeto desenvolvido por Biselli + Katchborian Arquitetos, GPA Arquitetura e PJJ Malucelli Arquitetura para o novo terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, não seria implantado. Tornou-se público, enfim, no final de julho, como será a nova edificação e quem é o autor do projeto contratado pela Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos, empresa que ganhou a concessão.

O Terminal de Passageiros 3 (TPS3), que está em implantação e deve entrar em operação em março de 2014, foi desenvolvido pelo Grupo Typsa, que tem sede em Madri, na Espanha e reúne, entre outras, empresas de consultoria nas áreas de arquitetura e engenharia – a brasileira Engecorps, também uma empresa de engenharia consultiva, faz parte da corporação. São coautores do trabalho, os arquitetos Andrei de Mesquita Almeida, Patricia García Kilroy, Juan Mezquita Lopes e Francisco José Vigaray Matias.

Conforme comunicado da assessoria de comunicação da concessionária, o projeto está em conformidade com os de novos terminais internacionais em todo o mundo. A capacidade inicial do TPS3 será de 12 milhões de passageiros anos, que circularão pelos 192 mil metros quadrados do conjunto, distribuídos em dois blocos, um processador e um píer. A ligação do terminal com o 2, existente, será por passarela elevada envidraçada, climatizada e dupla, com esteiras rolantes, permitindo a conexão direta de passageiros em trânsito.

O texto informa que o terminal será mais aberto ao exterior do que os existentes, a fim de permitir o escape visual do usuário e a entrada de luz natural. Explica, também, que o critério visa dar maior conforto, qualificar os espaços internos e evitar o uso excessivo de iluminação artificial. “As fachadas envidraçadas são praticamente vidro puro, sem o peso visual de esquadrias, e privilegiam principalmente a face sul, tomando uma iluminação difusa e ao mesmo tempo abrindo para o novo pátio de aeronaves”.

A concessionária informa que o projeto trará padrões internacionais de arquitetura para o Brasil – como exemplo, cita o one roof terminal, que vem a ser o processamento centralizado de passageiros, propiciando operações de embarque e desembarque em um píer nesta fase e em um futuro píer na fase seguinte, a partir do edifício processador, que, por sua vez, será ampliado futuramente em direção ao atual Terminal 2.

“O viajante habitual poderá passar por inúmeros terminais que lembrem o TPS3 de Guarulhos em um ponto ou outro – os balcões de check-in em ilhas automatizadas, o moderno sistema de restituição de bagagens, etc. – mas os jardins interiores com espécies vegetais nativas e a paisagem em suas fachadas envidraçadas serão únicas”, promete a concessionária.

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