Arquitetos projetam cinemas ao ar livre nos arcos da Lapa.

Concurso internacional propôs criar espaços temporários que seriam o símbolo da Copa. Conheça as propostas vencedoras.

01Segundo colocado. Nessa proposta, um tecido permeável pelo vento serve como tela e proteção contra o sol. Ao ser esticado, o tecido cria um espaço público atraente, onde ficam mesas e cadeiras.  As lojas e serviços ficam em casulos sob a cobertura. Projeto dos arquitetos Antonio Ochoa, Romer Valera, Javier Caceres e Maria Antonieta Loaiza, da China.  

 O arquiteto Karim Hassayoune propôs um novo símbolo para os jogos da Copa do mundo no Rio de Janeiro. O francês projetou para os arcos da Lapa uma grande cobertura inflável de tecido translúcido, chamada de Asas da Glória. Durante o dia o teto de 400 m², a construção abrigaria os turistas do sol; à noite, atrairia visitantes com uma suave luz branca.

O projeto de Hassayoune venceu um concurso de arquitetura promovido pela empresa [ac-ca], na qual competiram 146 equipes. O prédio não vai sair do papel, ou melhor, dos programas de desenho arquitetônico. Isso porque a [ac-ca] organiza concursos para dar destaque a propostas interessantes de arquitetos e estudantes.

A cobertura temporária permitiria que as pessoas se encontrassem para assistir partidas de futebol. Isso porque a membrana de tecido receberia projeções de vídeos. A cobertura também abrigaria mesas e cadeiras, uma lanchonete e loja de lembrancinhas.

O projeto recebeu elogios por criar uma intervenção moderna que contrasta com o aqueduto sem desvalorizá-lo. Em uma das extremidades, a membrana tem o formato regular dos arcos, mas, conforme se alonga, ganha uma forma mais livre e orgânica. “O uso de uma estrutura arqueada translúcida, leve e divertida em contraste com o peso e regularidade do aqueduto original traz um interessante diálogo entre o velho e o novo”, escreveu o júri. Os jurados foram os arquitetos Pablo Resende ( Brasil), Mario Cubeddu (Itália) e Jennifer Beningfield (África do Sul).

Como os arcos da Lapa são tombados, a instalação precisaria causar o mínimo impacto possível no monumento. Por isso, o arquiteto propôs uma estrutura de alumínio tubular. E as lojas e outros espaços internos ficam dentro de estruturas deslizantes, abrigadas entre os arcos.

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