Construção pode ter IPI reduzido até 2014.

O governo avalia a possibilidade de estender até o fim de 2014 a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção, segmento responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e pela criação de 11 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país. A decisão sairá ainda este mês. Anunciada para estimular o consumo, a medida já foi prorrogada em 2012, valendo até dezembro deste ano.

A alta do dólar – que registra variação de 15,41% em 2013 – tem pressionado os preços dos itens procurados por quem vai construir ou reformar a casa, sobretudo aqueles dos ramos de pintura, pisos e revestimentos. A inflação média no segmento de materiais de construção foi de 5,3% no acumulado de 12 meses até julho, um ponto percentual a mais do que o observado em igual período de 2012. O acréscimo se explica pela desvalorização do real ante a moeda norte-americana.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, se reuniu na semana passada com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, para tratar da prorrogação do corte do IPI e deixou o encontro otimista. Segundo ele, “é bem provável” que o benefício tenha continuidade. O varejo responde por 50% das vendas do segmento. A outra metade se divide em infraestrutura (20%) e mercado imobiliário (30%).

Embora esteja igualmente sujeita às atuais turbulências da economia nacional, a indústria de materiais de construção tem conseguido apresentar resultados positivos. A estimativa da Abramat é que o segmento cresça em torno de 4% este ano, o dobro do esperado pelos analistas para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em 2012, o avanço de 1,5% superou o 0,9% de crescimento da atividade brasileira.

O varejo, mesmo diante do cenário de endividamento recorde das famílias, é que tem segurado o setor de materiais de construção, uma vez que o mercado imobiliário se acomodou e a demanda de infraestrutura – composta basicamente por obras públicas – despencou 10% no ano passado e, até julho, mostrava recuperação insuficiente, de apenas dois pontos percentuais. “Quando analisamos o segmento de maneira geral, ainda estamos crescendo”, comenta Walter Cover.

A maior parte das fábricas do segmento está concentrada nas regiões Sul e Sudeste. Muitas empresas têm se associado a grupos estrangeiros ou procurado se internacionalizar por conta própria, com a instalação de unidades fora do país. A Abramat, fundada em 2004, engloba 60 associados, responsáveis por 70% da riqueza produzida pela indústria de materiais de construção.

 

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